Consciência negra muito alem de uma data

Consciência negra, muito além de uma data

Texto: Marcos Brogna | foto: Shutterstock

O Brasil foi o país que mais escravizou africanos. Estima-se que para cá foram trazidos à força nada menos que 7 milhões de um total de 12 milhões de seres humanos traficados para as colônias nas Américas (dados do historiador Caio Prado Jr. e do “Atlas of the transatlantic slave trade”). Também fomos o último país a abolir a escravidão e a abolição não contou com um projeto de inserção dos negros na sociedade, fazendo com que eles fossem largados à própria sorte, numa realidade que lhes era completamente avessa.

O resultado de todo esse processo histórico é a marginalização de um povo que faz parte da cultura brasileira, sendo um de seus pilares (já que o Brasil é dos países mais miscigenados do mundo, com fortíssima presença africana). Segundo dados recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os negros recebem 57%, em média, do salário dos brancos e 68% das mortes violentas no país vitimam os negros, conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. São apenas duas estatísticas, mas que bastam para entendermos os reflexos de uma história de discriminações.

Apesar de esses dados não serem animadores, a realidade em que vivemos hoje nos permite construir um futuro melhor. Estamos em uma democracia, em que há o Estado de direitos e, inclusive, o racismo é crime em nossa legislação. Eis um caminho próspero para construirmos uma sociedade menos preconceituosa e mais inclusiva do ponto de vista racial, utilizando a ferramenta mais eficaz: a educação.

Educar crianças e adolescentes contra a intolerância racial é fundamental e necessário. E basta olharmos para o que se posta em mídias sociais, por exemplo, para se ter a certeza disso. Recentemente, por exemplo, a atriz Taís Araújo foi ofendida criminosamente por causa de seu cabelo nos comentários de uma foto postada no Facebook. Em outro caso de racismo explícito, a foto de uma garota negra com seu namorado branco gerou os mais absurdos (e também criminosos) comentários, inclusive tratando-a como “escrava”, na mesma rede social.  Não foram casos isolados, já que há muitos semelhantes acontecendo.

Dentro das salas de aula, existe um microcosmo poderoso e capaz de iluminar mentes e corações para o entendimento da igualdade de direitos humanos. Professores, famílias e alunos precisam, juntos, abraçar esse tema e se empoderarem da capacidade de transformar a realidade. Outra forma de mitigar o preconceito é estudando para concursos abertos e se valer das cotas raciais, o pci concursos é um excelente lugar para encontrar informações referente a concursos públicos e questoes de concurso – Desse desafio, depende nosso futuro como uma nação de diversidades, que Darcy Ribeiro, em sua obra “O Povo Brasileiro”, chamou de uma “nova Roma”, enriquecida pelas diferenças que compõem seu quadro étnico.

Celebremos, pois, nossa miscigenação, aprendendo sempre com ela!

FRASES INSPIRADORAS DE LÍDERERS MARCANTES

Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados pelo caráter e não pela cor da pele”. Martin Luther King, ativista pelos direitos dos negros nos EUA.

Do racismo ainda não estamos curados”. Barack Obama, primeiro presidente negro da história dos EUA.

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